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Gestante espera para tirar bebê morto da barriga há mais de 36h em Eunápolis

 


Com 21 anos de idade a jovem Dicleia Costa Santos conheceu de perto a dor e o sofrimento de perder a sua filha ainda em seu ventre.

Segundo relato da paciente, a mesma deu entrada no Hospital Regional de Eunápolis na terça-feira (15) sentindo uma dor aguda e intermitente, após o preenchimento da ficha, a jovem foi atendida pelo conhecido médico Dr Raimundo, que aplicou uma medicação para reduzir a dor da paciente.

No entanto, após a aplicação da medicação Dicléia relata que parou de sentir a criança se mexer em seu ventre.

O esposo da paciente preocupado com a situação resolveu retornar no hospital regional na quarta-feira, e mediante exames clínicos o óbito fetal foi diagnosticado. Neste momento a paciente entrou em desespero ao saber da morte da sua tão sonhada menina.

Para a família de Dicleia a situação é preocupante. “Minha filha já morreu. Agora fico preocupado com a minha esposa. Ela fica sofrendo e eu estou sofrendo junto. Alguns falaram que está tudo normal. Normal como?”, questionou o esposo da jovem.

Dores e complicações:
O enxoval estava pronto e a família vivia dias de muita alegria, mas tudo mudou há três dias, quando Dicleia começou sentir fortes dores nas costas e na barriga.

Em reportagem ao vivo concedida a jornalista Alinne Werneck, a jovem afirma categoricamente que se sentiu terrivelmente agredida pelas palavras do médico, no vídeo de aproximadamente 5 minutos, Dicleia repetidas vezes afirma que o médico que a atendeu diz em tom abrupto e com pouca empatia: [Seu feto está morto] [Você não é a única mãe que perde seu filho] [Outras mulheres também estão perdendo seu bebê por ai].

Tanto a paciente, quanto ao seu esposo afirmam que Dicléia sofreu violência obstétrica.

A JOVEM NÃO FEZ ACOMPANHAMENTO PRÉ NATAL, POIS EM SEU BAIRRO NÃO HÁ MÉDICO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

Quando questionada pela equipe de jornalismo como foi realizado o seu pré natal, a jovem afirma que foi atendida apenas pela enfermeira do posto de saúde, pois não há médico na unidade.  

DIFICULDADE PARA REALIZAR A CURETAGEM FETAL

A jovem afirma que mesmo após ter sido constatado o óbito do seu bebê, foi “liberada” para retornar a sua casa.

No entanto, preocupado com a saúde de sua esposa, o pai da criança decidiu procurar ajuda junto a imprensa local, leia-se Rádio Super 98Fm, para denunciar o que estava acontecendo.

Em poucos minutos um ex candidato a vereador apareceu na rádio imbuído do proposito de levar a jovem até a unidade hospitalar, mas foi impedido pelo esposo da paciente, que alega ter implorado ajuda neste mesmo hospital mas pouca importância foi dada a sua esposa.

Ainda nesta tarde de quinta-feira (18) a jovem foi até o Ministério Público para realizar a denuncia, e segundo informações o Ministério Público fez com que a jovem retornasse ao hospital para que a curetagem fosse realizada.

Até a data da publicação desta matéria não sabemos se o procedimento foi realizado.

 

Fonte: GiroBahia.com

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